A Arrow Electronics reúne fornecedores globais de tecnologia
A Arrow Electronics organizou um seminário técnico de um dia inteiro em Seul, na Coreia do Sul, a 20 de outubro de 2026, subordinado ao tema «A impulsionar o futuro da indústria: robótica, Internet Industrial das Coisas e automação inteligente». O evento reuniu profissionais de engenharia, programadores, fornecedores de tecnologia e inovadores da indústria para explorar abordagens práticas à automação industrial e à produção inteligente.
A conferência refletiu a necessidade crescente de soluções integradas de hardware e software, à medida que os fabricantes procuram melhorar a eficiência da produção, reforçar a conectividade dos sistemas e dar resposta a requisitos de engenharia cada vez mais complexos.
A robótica e a Internet Industrial das Coisas em destaque
O seminário contou com especialistas técnicos e do mercado da Arrow e de vários fornecedores globais de tecnologia, incluindo Infineon, Lattice Semiconductor, onsemi, Samtec, Silicon Labs, STMicroelectronics, Vicor e Yageo Group.
As sessões abrangeram uma vasta gama de tecnologias, incluindo robótica, conectividade da Internet Industrial das Coisas (IIoT), deteção, soluções FPGA, comunicações sem fios, gestão de energia, componentes passivos e interligações de alto desempenho. Através de ideias práticas de conceção, demonstrações ao vivo e debates centrados em aplicações, os participantes exploraram formas de combinar estas tecnologias para dar resposta a aplicações industriais.
Do ponto de vista da engenharia, o valor destas tecnologias não reside nas suas especificações individuais, mas na eficácia com que funcionam em conjunto. A precisão dos sensores, a latência das comunicações, a estabilidade da alimentação elétrica, a capacidade de processamento e a compatibilidade das interfaces podem influenciar o desempenho de um sistema de produção automatizado. A consideração destes fatores durante a fase de conceção pode reduzir as dificuldades de integração e simplificar a colocação em funcionamento e a manutenção posteriores.
O mercado da produção inteligente da Coreia do Sul continua a desenvolver-se
A indústria transformadora da Coreia do Sul continua a investir em infraestruturas para fábricas inteligentes, robótica e automação industrial. A investigação citada no relatório original da MarketsandMarkets e da Interact Analysis aponta para um interesse contínuo em investimentos na produção inteligente e em soluções de automação nos principais setores da indústria transformadora.
À medida que os sistemas de produção se tornam mais conectados, os fabricantes precisam de coordenar a tecnologia operacional com plataformas de computação, comunicação e deteção. Esta mudança cria oportunidades para linhas de produção mais flexíveis, uma monitorização melhorada dos equipamentos e um acesso facilitado aos dados operacionais.
No entanto, a adoção de novas tecnologias não conduz automaticamente a melhores resultados. Os equipamentos existentes, as arquiteturas de controlo antigas, os requisitos de cibersegurança e as condições operacionais específicas de cada fábrica podem complicar a implementação. Ao selecionarem novas tecnologias de automação, os fabricantes têm de avaliar a interoperabilidade e o apoio ao longo do ciclo de vida, além das melhorias de desempenho.
Hardware e software integrados apoiam a inovação industrial
Um dos principais temas da conferência foi a forma como os fornecedores de tecnologia e os conhecimentos especializados de engenharia podem ajudar os clientes a passar dos conceitos iniciais a aplicações industriais práticas.
As tecnologias apresentadas abrangem diferentes camadas de um sistema automatizado. Os sensores recolhem informações dos processos físicos, as soluções de conectividade transferem dados entre dispositivos, as plataformas baseadas em FPGA permitem o processamento digital configurável e os componentes de gestão de energia fornecem as condições elétricas necessárias à eletrónica do sistema. O software de robótica e as funções de controlo inteligente utilizam então esta infraestrutura para coordenar os equipamentos e as atividades de produção.
Estes componentes têm de ser concebidos tendo em conta os requisitos da aplicação completa. Antes de os integrarem num ambiente operacional, os engenheiros têm de avaliar os protocolos de comunicação, as necessidades de processamento, as características elétricas, as condições térmicas e os requisitos de resposta em tempo real.
Na minha opinião, esta abordagem ao nível do sistema é particularmente importante para a automação industrial. Um componente de elevado desempenho pode ter um benefício prático limitado se causar problemas de compatibilidade ou dificultar a manutenção. Uma integração bem-sucedida depende do equilíbrio entre o desempenho técnico, o esforço de engenharia, a continuidade operacional e a facilidade de assistência a longo prazo.
Arrow Electronics destaca a colaboração em todo o ecossistema tecnológico
O Dr. Raphael Salmi, presidente do negócio de semicondutores da Arrow Electronics para a Ásia do Sul, a Coreia e o Japão, destacou a crescente adoção da robótica, da IIoT e da automação inteligente pelas empresas sul-coreanas.
Explicou que a Arrow reúne fornecedores globais de tecnologia, conhecimentos especializados de engenharia e um vasto portefólio tecnológico para ajudar os clientes a acelerar a transição do conceito e da conceção para a implementação e a produção.
Este modelo de colaboração pode ajudar as equipas de engenharia a avaliar opções de componentes, a resolver desafios de conceção e a identificar tecnologias adequadas mais cedo no processo de desenvolvimento. O acesso a conhecimentos especializados é particularmente valioso quando os projetos envolvem vários fornecedores de hardware, plataformas de processamento integrado, interfaces de comunicação industrial e ambientes operacionais exigentes.
Ainda assim, a seleção de tecnologias depende de cada aplicação. As equipas de engenharia devem validar as soluções propostas face às condições reais de funcionamento e ter em conta não só os requisitos iniciais de conceção, mas também os diagnósticos, a disponibilidade de peças sobresselentes, a facilidade de manutenção e a expansão futura.
Prioridades de engenharia para a próxima fase da automação industrial
A conferência de Seul evidencia uma tendência mais ampla na indústria transformadora: a automação é cada vez mais moldada pela convergência da robótica, dos dispositivos conectados, da inteligência integrada e da conceção coordenada de sistemas.
Para os fabricantes, destacam-se várias prioridades:
- Interoperabilidade: Certifique-se de que os novos dispositivos e o software conseguem comunicar com os sistemas PLC, DCS, de supervisão e empresariais existentes, sempre que necessário.
- Qualidade dos dados: Selecione tecnologias de deteção e conectividade que forneçam informação precisa e atempada para monitorização e controlo.
- Gestão de energia e térmica: Verifique os requisitos de alimentação elétrica e os limites ambientais nas condições reais de funcionamento.
- Cibersegurança: Avalie a segurança das comunicações, o acesso aos dispositivos e a segmentação da rede ao ligar equipamento industrial.
- Planeamento do ciclo de vida: Tenha em conta a disponibilidade dos componentes, o suporte de firmware, os procedimentos de manutenção e as opções de substituição antes da implementação.
As estratégias de automação mais eficazes combinarão novas tecnologias com práticas de engenharia rigorosas. Para as instalações que utilizam sistemas de controlo antigos, uma abordagem de integração faseada poderá ser uma forma prática de introduzir novas capacidades, preservando os processos de produção estabelecidos.
Conclusão
A conferência técnica da Arrow Electronics em Seul chamou a atenção para as tecnologias e a colaboração com fornecedores que estão a impulsionar a próxima geração de automação industrial. A robótica, a conectividade IIoT, a deteção, o processamento programável, a comunicação sem fios e a gestão de energia estão a tornar-se elementos cada vez mais interligados dos sistemas de produção modernos.
A lição mais abrangente para os engenheiros industriais é que a inovação tem de ser apoiada por uma arquitetura de sistemas sólida e um planeamento prático da implementação. Os fabricantes que avaliem a compatibilidade, os requisitos operacionais e as considerações relativas ao ciclo de vida, além das novas capacidades tecnológicas, estarão mais bem preparados para converter os investimentos em automação em melhorias de produção mensuráveis.
